Não somxs todxs Mulher-Maravilha

Artista brasileira questiona padrões em seu trabalho

“Identificação e exemplos são essenciais no desenvolvimento de uma pessoa. Que não exista só a Tempestade (personagem de X-Men) para uma garota negra se espelhar, ou que uma mulher gorda possa ser protagonista da própria história”. A fala da artista plástica Camila Torrano, publicada no G1, diz muito sobre seu trabalho. A quadrinista, autora do comic book “A travessia”, nunca se identificou com temas usualmente destinados ao público infantil feminino. No lugar das princesas da Disney, os personagens de X-Men e mangás tomavam a imaginação da garota, que sempre foi atraída por aventura e histórias de terror.

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A artista, que trabalhou na Ubisoft Entertainment, desenvolveu parte dos jogos “Imagine Detective”, voltados para o público feminino mas que passa longe do universo cor-de-rosa. No game, a protagonista precisa investigar acontecimentos misteriosos. “Heroínas não precisam sempre ser esbeltas e seguras de si. Foi bem interessante ver até onde é possível propor o novo e desafiar estereótipos”, contou ela ao portal.

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O crescimento da abertura para novas possibilidades não acontece apenas no conteúdo do trabalho de Camila. Para a artista, cada vez mais meninas estão interessadas em quadrinhos, inclusive produzindo próprios fanzines. “Aos poucos vamos criando mais coragem, encontrando apoio e público. As mulheres se fazem cada vez mais presentes no mercado e lutam por reconhecimento pelo bom trabalho, e isto só tende a crescer”, diz.

Você se enxerga nos quadrinhos que gosta de ler? Se não, que tal criar um?

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