Ele tinha um problema que virou aplicativo

Pedro Paulo desenvolveu o multifuncional Manual Hacker, que já acumula 100 mil downloads

Pedro Paulo Silveira tinha vontade de criar alguma coisa. Só não sabia o que. Um dia, se sentiu incomodado com a falta de mobilidade dos testes de segurança de sistemas feitos apenas no computador. Foi aí que ele teve a ideia do Manual Hacker, aplicativo para celular que engloba múltiplas funções e já foi traduzido para inglês e espanhol. Aos 18 anos, ele nos contou um pouco dessa história e o que fez para chegar lá. Confira:

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Pedro, o que é o Manual Hacker?

Em um só lugar, é possível ler sobre diversos assuntos relacionados a programação, redes, curiosidade, biografias, artigos e tutoriais, e ao mesmo tempo, utilizar o conhecimento adquirido com as ferramentas disponíveis no aplicativo. Além disso, o usuário também pode se informar através das notícias e compartilhar seu conhecimento no chat.

 

Como você teve a ideia do aplicativo?

Eu precisava realizar testes de segurança, mas não tinha nenhum computador por perto. Pesquisei sobre algo que pudesse suprir essa necessidade e não encontrei nada que fizesse exatamente o que eu tinha pensado. Então, decidi montar minha própria ferramenta, para a qual dei o nome de ‘Manual Hacker’. Eu queria que fosse um aplicativo “tudo em um” de segurança. Assim, montei um projeto científico, que tinha como ênfase a criação do Manual Hacker. O projeto ficou entre os 10 melhores da FEBRAT – UFMG, além de ter sido aprovado também para a CONNEPI-Salvador.

 

Pedro, para onde pretende levar o projeto agora?

Agora que estou cursando Ciência da Computação na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pretendo aprimorar ainda mais meus conhecimentos da área. No momento, estou fazendo do projeto Manual Hacker uma startup. Minha ideia é expandir o projeto para diversas outras áreas, como produção de vídeos, conferências, espaços para debates, entre outros. Por isso, estou em processo de buscar de parcerias, seja com colaboradores, investidores ou outras empresas. Tenho esse desejo de criar algo que possa ajudar as pessoas.

 

Como é a sua vida, fora desse trabalho? O que mais gosta de fazer?

A verdade é que nunca tratei isso como um trabalho. Faço porque realmente gosto, é meu passatempo. Programar se tornou uma diversão. Ver pessoas utilizando algo que saiu “da sua mente” e dos seus códigos, é uma sensação muito satisfatória. Além de pesquisar sobre a área e realizar diversos testes com o conteúdo adquirido, tenho paixão por futebol e videogames, além claro, de sair com os amigos, ficar com minha família e minha namorada.

 

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